Dependência Química é uma doença crônica progressiva!

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Dependência Química é uma doença crônica
progressiva, que tem como principal característica, a
obsessão mental, seguida do uso compulsivo de
determinada droga ou drogas .
Para a OMS ( Organização Mundial da Saúde), droga é
qualquer substância psicoativa lícita ou ilícita, que cause
dependência química e /ou psíquica no usuário.
A dependência das drogas mais conhecidas como por
exemplo:
bebidas alcoólicas, possuem CID(Código
Internacional de Doenças) f.10.2; nicotina, encontrada em
cigarros de fumo em geral, possue CID f.17.2; maconha tem
CID f.12.2 e cocaína e crak tem CID f.14.2.Existem vários
outros tipos de drogas, anfetaminas, meta-anfetaminas,
sintéticas ou destiladas.
A Síndrome de Dependência Química, é uma pandemia que
afeta a comunidade em todas as áreas: Educação,
Segurança e Saúde.
Dependência Química é doença crônica primária,
extremamente democrática, pois afeta pessoas de qualquer
idade, não importando o nível sócio – econômico ou
intelectual.
A IMPORTÂNCIA DO CONCEITO CIENTÍFICO
DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO
CID 10 – DSM-V
CRITÉRIOS
TOLERÂNCIA
ABSTINÊNCIA
CRAVING E FALTA DE CONTROLE
SALIÊNCIA DO COMPORTAMENTO
ASPECTOS ORGÂNCO
ALTERAÇÃO FISIOLÓGICA
SINTOMAS ATUAIS
AFETAÇÃO DE CONDUTA
PSICOSE
COMO ACONTECE??
EXPERIMENTADOR
USUÁRIO HABITUAL
ABUSADOR
TOLERÂNCIA
DEPENDENTE QUÍMICO
COMO ACONTECE??
EXPERIMENTADOR
USUÁRIO HABITUAL
ABUSADOR
TOLERÂNCIA
DEPENDENTE QUÍMICO
Neuropsicologia e Uso de Substâncias
A neuropsicologia pode ser definida como uma subárea das
neurociências que visa à aplicação dos princípios de
avaliação e intervenção baseados no estudo científico do
comportamento humano ao longo do ciclo vital relacionado
ao funcionamento normal e alterado do sistema nervoso
central (Hebben & Milberg, 2002).
Entre os objetivos
principais de uma avaliação neuropsicológica, destacam-se:
(a) oferecer uma descrição clara e coerente sobre o impacto
da disfunção cerebral (cognição, emoções, personalidade,
relacionamentos interpessoais, funcionamento vocacional,
potencial educacional, possibilidade para desfrutar a vida);
(b) realizar um diagnóstico diferencial; (c) planejar o
tratamento; e (d) auxiliar no prognóstico e na reabilitação dos
déficits (Kristensen & Parente, 2002; Lezak, 1995)
O entendimento das bases neurofisiológicas da dependência
química continua desafiando os pesquisadores.
De acordo com
estudos, o sistema dopaminérgico vem sendo considerado como
o mais importante no que se refere ao uso abusivo de substâncias,
sendo a via dopaminérgica mesocorticolímbica a mais referida.
Juntamente com a dopamina, outros neurotransmissores em
conjunto parecem colaborar para a atividade da via dopaminérgica
com o chamado “sistema de recompensa”. Incluem-se à
dopamina, por exemplo: o ácido gama-aminobutírico (GABA), o
glutamato, a serotonina e os peptídeos opióides. Além de atuar
sobre o sistema de recompensa, o sistema dopaminérgico
apresenta importante função sobre o sistema motor, além de
funções refinadas de cognição e memória.
Já o sistema opióide é
responsável pelo componente hedônico (de prazer) do sistema de
recompensa cerebral além de estar relacionado também à dor e ao
processamento das emoções.
Quando observamos os mecanismos de ação das diferentes
drogas de abuso verificamos que todas apresentam uma relação
direta ou indireta com um ou mais destes neurotransmissores.
Cocaína
A cocaína se liga aos transportadores de dopamina (DAT),
serotonina (5-HTT) e noradrenalina. Entretanto, os efeitos
subjetivos e comportamentais desta substância são geralmente
atribuídos à sua ação sobre o sistema dopaminérgico. Acredita-
se que 50% de ocupação de transportador de dopamina seja
necessário para que um indivíduo perceba os efeitos
da substância e que, para a sensação de euforia, pelo menos
60% dos sítios de DAT devem estar ocupados. Nas três vias de
administração – aspirada, injetada e fumada
(crack) – a ocupação de DAT é superior a 60% .
A cocaína per se provoca efeitos deletérios indiscutíveis, mas
quando é ingerida concomitante ao álcool, leva a formação de um
metabólito conjugado chamado cocaetileno
. Esse metabólito apresenta propriedades psicoativas importantes
e uma meia-vida muito maior do que se a cocaína e o álcool
fossem ingeridos separadamente e seu acúmulo
leva rapidamente a um quadro de intoxicação.
Maconha
O principal componente psicoativo da maconha é o Δ9-
tetrahidrocanabinol (THC). Seu mecanismo de ação do THC ainda não foi
completamente elucidado, mas acredita-se
que ele atue no SNC através de receptores canabinóides CB1 e CB2. As
áreas cerebrais com maior densidade de receptores CB1
são o córtex frontal, núcleos da base,
cerebelo e hipocampo. Estudos com animais têm demonstrado que o
THC e a anandamida (canabinóide endógeno mais estudado),
aumentam a concentração de dopamina
no estriado e no sistema mesolímbico5 .
Nicotina
A nicotina é a principal substância do cigarro responsável pelos efeitos
psicoativos e pela dependência de tabaco. No entanto, há
milhares de compostos químicos na
fumaça do cigarro e alguns deles podem contribuir para os efeitos
comportamentais e tóxicos do tabaco. Nicotina é um agonista
direto em receptores colinérgicos
nicotínicos onde age acetilcolina endógena e estão amplamente
distribuídos no SNC. Os receptores nicotínicos implicados na ação da
Nicotina6 estão localizados no sistema dopaminérgico
mesocorticolímbico.
Metanfetamina e Ecstasy
(MDMA -3,4-metilenodiox,metanfetamina)
As drogas classificadas como derivados anfetamínicos podem atuar no
Sistema Nervoso Central (SNC) de formas distintas. Seu alvo principal
são as monoaminas cerebrais:
dopamina, serotonina e noradrenalina. Assim, farmacologicamente são
classificadas como agonistas indiretos pois não atuam específicamente
sobre receptores monoaminérgicos
pós-sinápticos mas, indiretamente da seguinte forma:
1º Impedem a recaptação dos neurotransmissores através do bloqueio
competitivo do transportador de dopamina e noradrenalina e em altas
doses, também de serotonina;
2º Inibem a atividade das enzimas de metabolismo (monoaminoxidase –
MAOA e MAOB);
3º Estimulam a liberação do neurotransmissor independente de Ca++ (ou
seja independente da despolarização do botão sináptico).
Álcool
Os mecanismos pelos quais o álcool atua no cérebro assim como
as alterações cerebrais produzidas pelo seu consumo crônico
ainda
não estão compreendidos sendo que a
maioria dos estudos indica a participação dos sistemas
dopaminérgicos, serotoninérgicos e principalmente gabaérgicos.
O sistema de recompensa associado ao uso do álcool, além dos
neurônios dopaminérgicos da área tegmental ventral e núcleo
accumbens, inclui também estruturas que usam o
ácido gama-aminobutírico (GABA) como transmissor, tais como o
córtex, cerebelo, hipocampo, colículos superiores, inferiores e a
amígdala.
O que é o ópio?
É um líquido leitoso que escorre de uma planta quando nela fazemos um corte. Esta planta chama-se Papaver
somniferum, popularmente conhecida como papoula do oriente. No ópio existem muitas substâncias que dele
podem ser extraídas, como a morfina e a codeína.
O que são opiáceos/opióides?
Substâncias chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos são aquelas obtidas do ópio; podem
ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos
quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína que é obtida
da morfina através de uma pequena modificação química).
Mas o ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação
semelhante à dos opiáceos: meperidina, o propoxifeno, a metadona são alguns exemplos. Estas substâncias
totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhante aos opiáceos). Todas elas têm um efeito
analgésico (tiram a dor) e um efeito hipnótico (dão sono). Por ter estes dois efeitos estas drogas são também
chamadas de narcóticas.
Como os opiáceos/opióides são usados?
São usados pela boca (via oral) quando apresentado na forma de comprimidos ou cápsulas, ou ainda são
usados por injeção intramuscular ou intravenosa, quando apresentados em forma de ampolas. As formas injetáveis
são de uso restrito hospitalar.
Por que as pessoas usam os opiáceos/opióides?
Do ponto de vista médico, são usados para aliviar a dor como pré-anestésicos, antidiarréicos para diminuir a
tosse e para cólicas biliar, renal ou uretral. (aliviam a dor nestes casos). Mas estas drogas são também usadas
para fins não-médicos (o que se chama de “abuso”).
Quem são as pessoas que mais usam os opiáceos/opióides com fins médicos?
São aquelas que sofrem de dores muito intensas como no caso dos pacientes com câncer, grandes
queimaduras, politraumatizados etc.; eles só podem receber as drogas por receita do médico. Mas para se
ter uma idéia de como os médicos temem os efeitos tóxicos destas drogas basta dizer que eles relutam muito
em receitar a morfina (e outros narcóticos) para pacientes com câncer, que geralmente têm dores
extremamente fortes.
Os opiáceos/opióides são utilizados para fins médicos?
Não, outras pessoas usam essas drogas para sentir “barato” “ficar nas nuvens”, novas sensações, prazer.
Ou seja, fazem uso indevido sem ter alguma doença ou sentir dor.
Quantos usam indevidamente os opiáceos/opióides
Na Europa e América do Norte existem muitos milhares de pessoas usando abusivamente (até nas veias)
morfina, heroína e outros narcóticos. No Brasil felizmente este uso indevido é muitíssimo menor. Por
exemplo, em levantamento feito pelo CEBRID nas residências das 24 maiores cidades do Estado de São
Paulo, em 1999, não houve nenhum relato de uso dessas substâncias. Por outro lado, só muito raramente os
hospitais e clínicas brasileiras tratam de pessoas que estão dependentes de morfína ou heroína; via de
regras estás pessoas retornaram da Europa ou Estados Unidos.
O que fazem os opiáceos/opióides no corpo quando usados continuamente (efeitos físicos crônicos)?
A administração por tempo prolongado dos opiáceos pode provocar tolerância (a
pessoas precisa usar doses cada vez maiores para sentir os mesmos efeitos) e
dependência (a pessoa não consegue mais parar de tomar a droga). A pessoa fica
com prisão-de-ventre crônica, estômago sempre “empachado” (má digestão) e com
a visão prejudicada devido à miose.
O que fazem os opiáceos/opióides na mente após uma dose (efeitos
psíquicos agudos)?
Todas as drogas opiáceas ou opióides têm basicamente os mesmos efeitos no cérebro:
diminuem a sua atividade.
As diferenças ocorrem mais num sentido quantitativo, isto
é, são mais ou menos eficientes em produzir os mesmos efeitos; tudo fica então
sendo principalmente uma questão de dose. Assim temos que todas essas drogas
diminuem a nossa vigília (isto é aumentam o sono); para algumas drogas a dose
necessária para este efeito é pequena, sou seja, elas são bastante potentes como,
por exemplo, a morfina e a heroína. Outras, por sua vez, necessitam doses de 5 a
10 vezes maiores para produzir os mesmos efeitos, como a codeína e a meperidina.
Algumas drogas podem ter também uma ação mais específica, por exemplo, de
deprimir os acessos de tosse. É por esta razão que a co! deína é tão usada como
antitussígeno, ou seja, é muito boa para diminuir a tosse.
Outras têm a característica de levarem a uma dependência mais facilmente que as
outras, daí serem muito perigosas como é o caso da heroína.
Além de deprimir os
centros da dor, da tosse e a vigília (o que causa sono) todas estas drogas em
doses um pouco maior que as usadas pelo médico acabam também por deprimir
outras regiões do nosso cérebro como por exemplo as que controlam a
respiração, os batimentos do coração e a pressão do sangue.
Via de regra as
pessoas que usam estas substâncias sem indicação médica, ou seja, abusam das
mesmas, procuram efeitos característicos de uma depressão geral do nosso
cérebro: um estado de torpor, como que isolamento das realidades do mundo,
uma calmaria onde realidade e fantasia se misturam, um sonhar acordado, um
estado sem! sofrimento, o afeto meio embotado e sem paixões. Enfim, um fugir
das sensações que são a essência mesma do viver. Sofrimento e prazer que se
alternam constituem a nossa vida psíquica plena.
O que fazem os opiáceos/opióides com a mente quando usados continuamente
(efeitos psíquicos crônicos)?
O uso por tempo prolongado pode provocar a dependência e, como
conseqüência, toda a vida psíquica da pessoa fica dirigida para obter a droga. A
mente da pessoa fica completamente obnubilada (a melhor tradução deste termo
médico para linguagem popular é “abestalhada”), sem nenhum contatcto com a
realidade.
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