Neuropsicologia e Uso de Substâncias

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A neuropsicologia pode ser definida como uma subárea das
neurociências que visa à aplicação dos princípios de
avaliação e intervenção baseados no estudo científico do
comportamento humano ao longo do ciclo vital relacionado
ao funcionamento normal e alterado do sistema nervoso
central .
Entre os objetivos
principais de uma avaliação neuropsicológica, destacam-se:
(a) oferecer uma descrição clara e coerente sobre o impacto
da disfunção cerebral (cognição, emoções, personalidade,
relacionamentos interpessoais, funcionamento vocacional,
potencial educacional, possibilidade para desfrutar a vida);
(b) realizar um diagnóstico diferencial; (c) planejar o
tratamento; e (d) auxiliar no prognóstico e na reabilitação dos
déficit.
Neuropsicologia e Uso de Substâncias
O entendimento das bases neurofisiológicas da dependência
química continua desafiando os pesquisadores. De acordo com
estudos, o sistema dopaminérgico vem sendo considerado como
o mais importante no que se refere ao uso abusivo de substâncias,
sendo a via dopaminérgica mesocorticolímbica a mais referida.
Juntamente com a dopamina, outros neurotransmissores em
conjunto parecem colaborar para a atividade da via dopaminérgica
com o chamado “sistema de recompensa”. Incluem-se à
dopamina, por exemplo: o ácido gama-aminobutírico (GABA), o
glutamato, a serotonina e os peptídeos opióides. Além de atuar
sobre o sistema de recompensa, o sistema dopaminérgico
apresenta importante função sobre o sistema motor, além de
funções refinadas de cognição e memória.
Já o sistema opióide é
responsável pelo componente hedônico (de prazer) do sistema de
recompensa cerebral além de estar relacionado também à dor e ao
processamento das emoções.
Quando observamos os mecanismos de ação das diferentes
drogas de abuso verificamos que todas apresentam uma relação
direta ou indireta com um ou mais destes neurotransmissores.
Neuropsicologia e Uso de Substâncias
A cocaína se liga aos transportadores de dopamina (DAT),
serotonina (5-HTT) e noradrenalina. Entretanto, os efeitos
subjetivos e comportamentais desta substância são geralmente
atribuídos à sua ação sobre o sistema dopaminérgico.
Acredita-
se que 50% de ocupação de transportador de dopamina seja
necessário para que um indivíduo perceba os efeitos
da substância e que, para a sensação de euforia, pelo menos
60% dos sítios de DAT devem estar ocupados. Nas três vias de
administração – aspirada, injetada e fumada
(crack) – a ocupação de DAT é superior a 60% .
A cocaína per se provoca efeitos deletérios indiscutíveis, mas
quando é ingerida concomitante ao álcool, leva a formação de um
metabólito conjugado chamado cocaetileno.
Esse metabólito apresenta propriedades psicoativas importantes
e uma meia-vida muito maior do que se a cocaína e o álcool
fossem ingeridos separadamente e seu acúmulo
leva rapidamente a um quadro de intoxicação.
Neuropsicologia e Uso de Substâncias
O principal componente psicoativo da maconha é o Δ9-
tetrahidrocanabinol (THC). Seu mecanismo de ação do THC ainda não foi
completamente elucidado, mas acredita-se
que ele atue no SNC através de receptores canabinóides CB1 e CB2. As
áreas cerebrais com maior densidade de receptores CB1
são o córtex frontal, núcleos da base,
cerebelo e hipocampo. Estudos com animais têm demonstrado que o
THC e a anandamida (canabinóide endógeno mais estudado),
aumentam a concentração de dopamina
no estriado e no sistema mesolímbico5 .
Nicotina
A nicotina é a principal substância do cigarro responsável pelos efeitos
psicoativos e pela dependência de tabaco. No entanto, há
milhares de compostos químicos na
fumaça do cigarro e alguns deles podem contribuir para os efeitos
comportamentais e tóxicos do tabaco. Nicotina é um agonista
direto em receptores colinérgicos
nicotínicos onde age acetilcolina endógena e estão amplamente
distribuídos no SNC. Os receptores nicotínicos implicados na ação da
Nicotina6 estão localizados no sistema dopaminérgico
mesocorticolímbico.
Neuropsicologia e Uso de Substâncias
Os mecanismos pelos quais o álcool atua no cérebro assim como
as alterações cerebrais produzidas pelo seu consumo crônico
ainda
não estão compreendidos sendo que a
maioria dos estudos indica a participação dos sistemas
dopaminérgicos, serotoninérgicos e principalmente gabaérgicos.
O sistema de recompensa associado ao uso do álcool, além dos
neurônios dopaminérgicos da área tegmental ventral e núcleo
accumbens, inclui também estruturas que usam o
ácido gama-aminobutírico (GABA) como transmissor, tais como o
córtex, cerebelo, hipocampo, colículos superiores, inferiores e a
amígdala.
Neuropsicologia e Uso de Substâncias
É um líquido leitoso que escorre de uma planta quando nela fazemos um corte. Esta planta chama-se Papaver
somniferum, popularmente conhecida como papoula do oriente. No ópio existem muitas substâncias que dele
podem ser extraídas, como a morfina e a codeína.
O que são opiáceos/opióides?
Substâncias chamadas de drogas opiáceas ou simplesmente opiáceos são aquelas obtidas do ópio;
podem
ser opiáceos naturais quando não sofrem nenhuma modificação (morfina, codeína) ou opiáceos semi-sintéticos
quando são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais (como é o caso da heroína que é obtida
da morfina através de uma pequena modificação química).
Mas o ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação
semelhante à dos opiáceos: meperidina, o propoxifeno, a metadona são alguns exemplos. Estas substâncias
totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhante aos opiáceos). Todas elas têm um efeito
analgésico (tiram a dor) e um efeito hipnótico (dão sono). Por ter estes dois efeitos estas drogas são também
chamadas de narcóticas.
Como os opiáceos/opióides são usados?
São usados pela boca (via oral) quando apresentado na forma de comprimidos ou cápsulas, ou ainda são
usados por injeção intramuscular ou intravenosa, quando apresentados em forma de ampolas. As formas injetáveis
são de uso restrito hospitalar.
Por que as pessoas usam os opiáceos/opióides?
Do ponto de vista médico, são usados para aliviar a dor como pré-anestésicos, antidiarréicos para diminuir a
tosse e para cólicas biliar, renal ou uretral. (aliviam a dor nestes casos). Mas estas drogas são também usadas
para fins não-médicos (o que se chama de “abuso”).
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