Terapias Cognitivo Comportamentais Aplicadas no Tratamento Na Dependência Química

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técnicas de Aconselhamentos
Ambivalência é uma batalha entre emoções
conflitantes. Isto é consistente com a origem da
latina da palavra ambivalência, onde ambi
significa ambos e valência é derivada de
valentia, significando força.
Ambivalência: uma ocorrência cotidiana normal que dificulta a mudança.
A ambivalência não é uma relutância em fazer alguma coisa. É
antes, um conflito sobre a escolha entre dois cursos de ação, cada
um deles com seus custos e benefícios.
A ambivalência é um sentimento normal, não se restringe apenas
aos indivíduos dependentes. Pode ser encontrada em todos os
indivíduos que vivenciam um episódio relacionado à tomada de
decisões e escolhas de objetivos divergentes que, por sua vez,
resultarão na mudança de um dado percurso.
MOTIVAÇÃO: Um componente fundamental na mudança de comportamentos
Há um consenso que enfatiza o papel do profissional no
processo de aquisição de motivação para a mudança, por
parte do paciente.
• Em outras palavras: determinadas atitudes do profissional
podem influenciar tanto positivamente, como negativamente,
a motivação nos pacientes.
ATUALMENTE A MOTIVAÇÃO É CONSIDERADA COMO:
Há um consenso que enfatiza o papel do profissional no
processo de aquisição de motivação para a mudança, por
parte do paciente.
• Em outras palavras: determinadas atitudes do profissional
podem influenciar tanto positivamente, como negativamente,
a motivação nos pacientes.
ATUALMENTE A MOTIVAÇÃO É CONSIDERADA COMO:
1. Um estado de prontidão ou de avidez para a mudança, que pode
oscilar de tempos em tempos ou de uma situação para a outra e
que é passível de ser influenciada
A motivação é um estado (mutável) e não um traço (imutável),
não é estática e, portanto, pode mudar dia a dia
Elementos peculiares no desenvolvimento e manutenção dos novos hábitos, assim como de
possíveis retornos aos velhos padrões de comportamento.
EXPECTATIVAS DE RESULTADOS
reduzir o estresse
perder a timidez
lidar com os problemas
manejar situações conturbadas
solucionar conflitos interpessoais e intrapessoais
maximizar os sentimentos positivos
Elementos peculiares no desenvolvimento e manutenção dos novos hábitos, assim
como de possíveis retornos aos velhos padrões de comportamento.
MOTIVAÇÃO
Neste contexto, a motivação pode ser vista de duas maneiras:
• Motivação para a mudança de comportamento positiva.
• Motivação ao envolvimento em comportamentos de risco.
A ambivalência com relação à mudança com frequência se relaciona com:
• Autoeficácia: eu realmente deixei de consumir drogas, mas não creio ser capaz de
dizer não.
• Expectativas de resultados: eu deixaria de beber, mas então teria maior dificuldade
de me reunir com meus amigos.
Elementos peculiares no desenvolvimento e manutenção dos novos hábitos, assim
como de possíveis retornos aos velhos padrões de comportamento.
MOTIVAÇÃO
As intervenções que se concentram em resolver a ambivalência (avaliar os prós e contras da mudança vs a não
mudança) podem aumentar a motivação intrínseca, viabilizando aos pacientes meios de explorar seus próprios
valores e como eles podem diferir das escolhas comportamentais reais.
1Quero ser um
funcionário eficiente,
2mas com frequência
passo meus dias de
ressaca e minhas noites
bebendo.
3 Quero melhorar minha
disposição, praticar
esportes e perder peso,
4 Mas não largo a Bebida , Drogas
Elementos peculiares no desenvolvimento e manutenção dos novos hábitos, assim
como de possíveis retornos aos velhos padrões de comportamento.
MOTIVAÇÃO
As intervenções que se concentram em resolver a ambivalência (avaliar os prós e contras da mudança vs a não
mudança) podem aumentar a motivação intrínseca, viabilizando aos pacientes meios de explorar seus próprios
valores e como eles podem diferir das escolhas comportamentais reais.
O objetivo é mostrar as discrepâncias entre o que se almeja para o futuro e
o que esta se fazendo no presente para atingir as metas e objetivos.
As mudanças desencadeadas pelos eventos da vida ou pelo processo de amadurecimento do
individuo ocorrem primeiramente em um nível cognitivo e, depois, em um nível
comportamental.
Está aumentando o número de pacientes que estão
sendo encaminhados para o tratamento por meio de
medidas coercitivas, como mandatos judiciais,
ameaças de divórcios ou demissões, em uma tentativa
de forçar mudanças no comportamento, antecipando
as mudanças cognitivas que as sustentam.
As mudanças desencadeadas pelos eventos da vida ou pelo processo de amadurecimento do
individuo ocorrem primeiramente em um nível cognitivo e, depois, em um nível
comportamental.
• Essas situações representam um grande desafio para os
profissionais, pois, para ocorrerem, as mudanças
requerem um compromisso advindo de pressão
interna (e não externa).
• Os profissionais erram ao esperar por mudanças
comportamentais em seus pacientes, sem antes realizar
procedimentos para alterar processos cognitivos.
As mudanças desencadeadas pelos eventos da vida ou pelo processo de amadurecimento do individuo
ocorrem primeiramente em um nível cognitivo e, depois, em um nível comportamental.
• O papel do profissional será o de dar ênfase aos
resultados positivos advindos da mudança e aos
resultados negativos do comportamento
anterior, bem como de explorar novas maneiras de
resolver antigos problemas.
É fundamental oferecer informação, orientação e “conselhos”, baseando-se sempre nos preceitos da
entrevista motivacional.
• É importante fornecer conselhos, quando o
paciente pede, valorizar as opções dadas por ele;
ainda que o terapeuta precise fazer ressalvas, deve-se
oferecer várias opções e deixar que o paciente
decida qual caminho tomar.
É fundamental oferecer informação, orientação e “conselhos”, baseando-se sempre nos preceitos da
entrevista motivacional.
• Negociar um plano estabelecendo metas
(plausíveis) e considerando as opções de
mudança (o que o indivíduo quer mudar, quais as
consequências disso, o que pode dar certo e o que
pode dar errado, quem pode ajudar e como o
paciente saberá se aquilo que planejou está
funcionando).
ESTÁGIOS DE MUDANÇA
Essas ideias são úteis no aconselhamento em geral, uma vez que clientes com uma
ampla variedade de problemas passam pelos estágios de mudança da mesma maneira
que as pessoas com problemas com álcool e drogas.
As pessoas parecem necessitar de diferentes tipos de abordagem, dependendo do
estágio de prontidão em que se encontram. Por sua vez, a sequência de estágios
identifica que pontos-chave necessitam ser trabalhados na modificação do
comportamento de forma cíclica.
De modo geral os clientes nos estágios mais iniciais do processo necessitam de mais
suporte motivacional do que aqueles que estão em estágios mais avançados do
processo de mudança.
CONCEITOS IMPORTANTES
• O Conteúdo da entrevista motivacional.
Embora o estilo de uma entrevista motivacional
seja destinado a minimizar a resistência, o
conteúdo das interações se destina a suscitar o
diálogo e a conversa de mudança por parte dos
clientes.
• O conteúdo está relacionado ao que é dito.
Como está refletido nos exemplos que se
seguem, há enormes diferenças entre uma
maneira não motivacional e uma maneira
motivacional de perguntas aos clientes sobre o
seu comportamento (isto é, conteúdo).
CONCEITOS IMPORTANTES
Empatia:
– A empatia é um dos
elementos mais
importantes de uma
abordagem da
entrevista
motivacional.
– comunica respeito e aceitação dos clientes e de seus sentimentos,
– encoraja um relacionamento não julgador e colaborativo entre o
terapeuta e o cliente,
– estabelece um ambiente seguro e aberto para o cliente, que
conduz a examinar questões e suscitar razões para a mudança,
– cumprimenta em vez de denegrir
– permite que os clientes façam escolhas em vez de os terapeutas
ou profissionais lhes dizerem o que fazer.
PEDIR PERMISSÃO
• Pedir permissão ao cliente para discutir um tópico
comunica respeito pelo cliente.
• Quando se pede permissão aos clientes para falar sobre
seus comportamentos de risco/problemáticos, há uma
maior probabilidade de eles serem receptivos do que
quando recebem uma preleção ou lhes é dito para
mudar.
• Seguem-se alguns exemplos de como pedir permissão
a um cliente para falar sobre um comportamento de
risco/problemático.
CONCEITOS IMPORTANTES
ELICIANDO A CONVERSA SOBRE A MUDANÇA
• A conversa sobre a mudança do cliente (por exemplo,
declarar as razões para a necessidade de mudança ou
de sua intenção de mudar) tem sido associada com
resultados positivos
• A estratégia de suscitar a conversa sobre a mudança
contrasta com uma preleção do terapeuta ou de este
dizer aos clientes por que eles devem mudar.
• As respostas dos clientes às perguntas destinadas a
provocar a conversa sobre mudança em geral contêm
as razões para a mudança que são pessoalmente
importantes para eles.
CONCEITOS IMPORTANTES
• Em contraste, muitas perguntas fechadas sucessivas ou tipo
“beco sem saída” podem soar como um interrogatório (por
exemplo: “Com que frequência você usa cocaína?”; “Há
quantos anos você tem problemas com álcool?”; “Quantas
vezes você já foi preso?”).
• As perguntas abertas também encorajam os clientes a falar a
maior parte do tempo enquanto o terapeuta escuta e responde
com reflexões ou resumos.
• Nos exemplos que se seguem, observe como cada pergunta é
destinada a provocar uma conversa por parte do cliente (isto é,
seria difícil para o cliente responder com uma resposta muito
curta).
CONCEITOS IMPORTANTES
ESCUTA REFLEXIVA
• Envolve escutar atentamente os clientes e depois
lhes apresentar uma suposição razoável sobre o
que eles estão dizendo; em outras palavras, é
como formular e testar uma hipótese.
• Na essência, o terapeuta está retornando com
outras palavras para os pacientes os comentários
que eles próprios fizeram (por exemplo: “Parece
que você tem muitas preocupações sobre como o
seu hábito de fumar está afetando a sua saúde.”).
CONCEITOS IMPORTANTES
NORMALIZAÇÃO
• Normalização A normalização é utilizada para
comunicar que ter dificuldades para mudar não é
raro e que a ambivalência é normal.
• A normalização não se destina a fazer os clientes
se sentirem à vontade com a não mudança.
• Ao contrário, destina-se a ajudá-los a entenderem
que outros têm dificuldade de mudar e que eles
não estão sozinhos. Seguem-se alguns exemplos
de normalização.
CONCEITOS IMPORTANTES
APOIANDO A AUTOEFICÁCIA
• Muitos clientes em tratamento têm pouca confiança
em sua capacidade para mudar. Como a
autoeficácia está associada a melhores resultados, é
importante encontrar maneiras de aumentar a
autoeficácia dos clientes.
• Uma maneira em que os terapeutas podem
aumentar a autoconfiança ou autoeficácia dos
clientes é suscitar e apoiar conversas sobre
mudanças que os clientes realizaram no passado.
AFIRMAÇÕES:
• Afirmações são declarações feitas pelos
terapeutas em resposta ao que os clientes
disseram e destinam-se a reconhecer as
potencialidades, os sucessos e os esforços para
mudar por parte clientes.
• Respostas afirmativas e declarações de apoio por
parte dos terapeutas verificam e reconhecem as
mudanças de comportamento dos clientes, assim
como as tentativas de mudar.
DECLARAÇÕES RESUMIDAS
• Os terapeutas podem usar criteriosamente resumos para
reforçar o que os clientes disseram. Essas declarações
podem ser usadas para refletir ambivalência, para mover
os clientes para outro tópico ou para expandir a discussão
atual.
• Os resumos requerem que os terapeutas escutem muito
atentamente o que os clientes disseram durante toda a
sessão. Além disso, são uma boa maneira de transferir
um cliente falante para o próximo tópico ou para encerrar
uma sessão (isto é, oferecer um resumo de toda a sessão).
Seguem-se exemplos de resumos.
ESTRUTURA DA SESSÃO
A sessão pode iniciar-se com a explicação da teoria dos estágios de mudança, a importância deste
conceito e o por que estão dispostos em uma espiral.
• Deve-se oferecer ao paciente um formulário impresso com
a espiral e pedir, após a explanação, que se localize naquele
instante.
• Esse formulário poderá ser apresentado em outros
momentos do tratamento, para que o paciente, ao localizarse, veja como seu estado de consciência e de atitude muda
diante da questão do uso de substâncias.
Pode-se utilizar também o Questionário de Motivação para ampliar a discussão
e elucidar ao paciente algumas questões que ele pode não ter considerado.
QUÃO MOTIVADO VOCÊ ESTÁ PARA MUDAR?
RECONHECIMENTO DO PROBLEMA
Quais dificuldades você teve ou tem que podem estar relacionadas ao seu consumo de álcool e/ou outras substâncias?
Como você e outras pessoas têm sido prejudicadas pelo seu consumo?
PREOCUPAÇÃO
No seu hábito de beber ou usar substâncias ilícitas, o que pode ser visto como um motivo de preocupação para você ou para as pessoas ao
seu redor?
O que você acha que vai acontecer se não parar de usar?
INTENÇÃO DE MUDAR
Sua presença aqui indica que uma parte de você quer mudar. Quais seriam as vantagens de mudar?
Quais seriam as desvantagens de manter o comportamento de consumir álcool e/ou outras substâncias?
OTIMISMO
O que você acha que funcionaria para você, se decidisse mudar?
Como ficaria sua vida sem o uso dessa(s) substância(s)?
ESTRUTURA DA SESSÃO
USAR NÃO USAR
Vantagens
Desvantagens
Se a ambivalência é grande outra técnica que pode ser utilizada é a balança decisória.
• Este exercício consiste em solicitar ao paciente que
identifique quais as vantagens e desvantagens de usar e de
não usar a substância, como se sente quando mantém a
abstinência (vantagens e desvantagens) e como se sente
quando usa (vantagens e desvantagens).
• Os espaços Vantagens – não usando – e Desvantagens –
usando – remetem aos ganhos com a abstinência, enquanto
os demais exaltam os benefícios do uso.
• É importante notar que as desvantagens – usando – têm
grandes chances de diminuir após a interrupção o uso de
substâncias.
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